24 de junho de 2008
constelações
"Vamos logo ali olhar o céu", disse o nosso querido amigo Marcus. E fomos com ele ver o céu. Estava chovendo. Fazia frio. Uma camada espessa de nuvens separava a galáxia de nossas retinas. Ainda assim a gente viu muitas estrelas. Milhares. Bilhões. Miaplacidus. Hadar. Bellatrix. Aldebaran. Cada uma com seu brilho preciso. Algumas, tímidas. A mais reluzente, Sirius. Estávamos dentro da cúpula do Planetário. Recostados nas poltronas, admirávamos cada estrela e o imenso espaço vazio entre elas, enquanto os astrônomos iam falando da revolução da Terra e os milhares de anos que a luz percorre até beijar nossos olhos. Todo mundo deveria estudar astronomia desde pequeno. "Ética Astronômica 1 e 2", disse o Marcus. Por quê? O planeta Terra é uma esfera singular no universo, azul, azulíssima, coberta de tapetes verdes (infelizmente cada vez menos extensos). É um lugar onde a vida é possível, diferente dos outros planetas, repletos de planícies áridas e envoltos em névoas ácidas. Além disso, tudo que vive na Terra depende da estrela flamejante chamada sol. Sem essa bola de fogo, nem sonharíamos estar aqui. Somos por natureza sistêmicos. Flutuamos numa imensidão de proporções inimagináveis. Nos dar conta disso profundamente significa cuidar desse pontinho azul como quem cuida da própria casa. E olhar para quem está do nosso lado com o mesmo assombro com que olhamos os mapas estampados no céu sem fundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
saia da yoga hoje e dei de cara, frente a frente, com o sol. da minha altura porém infinitamente maior (mesmo do ponto de vista relativo) se pondo no rio.
beijos
ta confuso, mas da pra vc entender...nao vou reescrever nem pontuar direito. + beijos
marilinha,
que saudades!
adorei a imagem do sol mergulhando no rio. ontem no planetário fiquei surpresa ao ver o tamanho gigantesco dessa estrela brilhante. beijos, lulu
Querida...
O sol já chegou
Agora falta você :)
Saudade.
Beijo.
Postar um comentário